O PRÓXIMO

Publicado: 08/04/2014 por bren0azevedo em Vida Devocional
Tags:

Todas as vezes que paro pra pensar em Jesus, me vem uma palavra em minha mente: pessoas. Já percebeu que é difícil ler uma história de Jesus em que Ele esteja sozinho? Na maioria das vezes, Ele tinha alguém do lado. Nem que fosse para conversar ou para almoçar com Ele.

As pessoas não querem alguém falando de religião perto delas. As pessoas querem relacionamento, e relacionamentos sadios. É muito mais fácil falar um “Jesus te ama” do que buscar desenvolver um relacionamento com alguém. Mais fácil ainda é convidar alguém para o culto – como se aquilo fosse mudar a vida de alguém de um dia pro outro – do que decidir caminhar com aquela pessoa. Jesus quer relacionar-se com as pessoas. E isso só será possível através daqueles que já se relacionam com Ele. É como se a nossa vida fosse uma ponte, um respaldo para aqueles que desconhecem Jesus. Não precisamos querer convencer ninguém de nada. Nossa vida tem que falar mais alto que nossas vozes.

Quando paramos pra ler a história de Zaqueu, percebemos uma coisa muito maravilhosa. Jesus não falou nada, nem tentou convencer Zaqueu dos seus pecados (pelo menos o texto não relata nenhum diálogo nesse sentido). De livre e espontânea vontade Zaqueu se arrependeu dos seus erros e mostrou os frutos do arrependimento. O amor de Jesus o constrangeu.

E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.” (Lucas 19. 8)

Fico envergonhado quando penso nisso e olho pra mim. Sinceramente. Me sinto a anos luz de viver essa realidade. Parece utopia. Mas não o é! O Espírito Santo deve ser nosso guia. Precisamos fortalecê-lo, estimulá-lo para que os rios de Deus fluam do nosso interior.
O Evangelho de Jesus é em prol do próximo. Próximo esse que pode está distante, mas que precisamos puxar pra perto. Próximo esse que merece o mesmo amor que temos por nós mesmos (não é loucura?). Quando passamos na rua e vemos alguém mendigar o pão, isso deve, no mínimo, nos incomodar. A diferença entre a pena e a compaixão é que a pena nos incomoda e a compaixão nos move.

Imagem

O maior perigo que vivemos como Igreja é nos fecharmos dentro da religiosidade. Se não desenvolvermos relacionamento com aqueles que não compartilham da nossa fé, como eles irão crer?
Oro para que Deus nos dê sabedoria e nos faça transbordar de amor. O amor poupa nossas palavras e evidencia nossos atos. O amor tudo constrói; a fé nada destrói.

Que Deus nos abençoe!

Breno Azevedo

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s