Fala My Friends! Como vocês estão? Quanto tempo!

Conversando com alguns amigos, pastores, psicólogos e liderados observei a importância da paternidade e o quanto a falta dela traz danos para os filhos, pensando nisso e nas histórias que ouvi, decidi escrever essa carta juntando algumas histórias que ouvi de filhos e filhas que sofreram com a ausência do pai. Essa carta expressa um pouco para os pais, como os filhos se sentem.

“Olá pai! Tudo bem? Sou eu sua filha

Talvez você nunca receba essa carta, mas gostaria de escrever essas palavras porque descobri que isso me faz bem. Lembro do dia que você foi embora, eu tinha 6 anos, eu acordei assustada, você estava com 2 malas, te perguntei aonde você iria, você falou que precisava ir embora, eu fui trocar minha roupa para ir com você, mas você disse que não poderia me levar e que outro dia você voltaria para me buscar.

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No começo não entendi muito bem o fato de você morar em outro lugar e ver a mamãe sempre dormindo sozinha e muitas vezes eu dormindo com ela na cama, você me levava para passear no começo e apesar de ser diferente, eu gostava, adorava ficar com você. Só que de repente tudo mudou, ficava ansiosa para chegar o final de semana para te encontrar, mas recebi a notícia que você não viria naquele fim de semana, isso se repetiu por muitas vezes, nossos encontros que eram semanais se tornaram mensais e depois te via pouquíssimas vezes, comecei a perguntar a mim mesma se havia feito algo de errado, minha mãe tentava me consolar, via ela se esforçando para me explicar porque você não vinha mais aos meus aniversários. O tempo passou e você formou uma nova família, minha irmãzinha nasceu e o que estava ruim só piorava, via minha mãe chorando e brigando com você para que eu pudesse ter uma escola de qualidade, mas você fazia questão de cada centavo, tentava entender o porquê e não conseguia. Você fazia viagens com sua nova família, europa, Disney e eu nunca era convidada. Como isso me machucava pai, eu já tinha 11 anos, perguntava a mamãe o porquê de você não me amar mais, mas mamãe sempre tentava não me colocar contra você e dizia que você estava trabalhando, eu nunca mais fui a sua casa depois que você casou de novo e as brigas pelo dinheiro continuavam. Agora só te via nas datas comemorativas. No natal, ganhava um presente da sua esposa e quando nos encontrávamos você sempre fazia questão de falar mal da mamãe e falar que sempre você estava sem dinheiro, eu era uma criança pai, não queria saber de dinheiro, eu queria era ficar com você, voltar a ser sua princesinha, mas nunca mais aconteceu. Cheguei ao ensino médio e vi todas as minhas amigas comemorando seus quinze anos e achei que comigo não seria diferente, mas infelizmente novamente você não deu muita importância, afinal você estava apertado novamente financeiramente, minha mãe fez o máximo que podia para me dar uma festa e deu, acho que depois disso algo mudou dentro de mim, fiquei revoltada e falei que nunca mais precisaria de você de novo e que conseguiria viver sem você, não me importava mais se você não ligasse ou falasse comigo. Fiz muitas coisas, me entreguei a alguns garotos na esperança de que pudesse encontrar alguém que pudesse cuidar de mim, mas novamente não deu certo, fui ficando dura, percebi que estava totalmente bloqueada para receber qualquer tipo de afeto.

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Quando completei 17 anos minha vida mudou, tive um encontro com Jesus e me tornei uma nova pessoa, mas a mágoa que trazia de você continuava, então um dia conversando com o pastor, não aguentei e chorei, acho que urrei de dor, não conseguia guardar toda essa tristeza e dor dentro de mim e o pastor falou exatamente o que não queria ouvir, ele disse que eu precisava te perdoar e colocar essa dor para fora, parece que vi minha vida desde os 6 anos passar diante de mim, lembrei-me das cartinhas que fiz para você e que você nunca disse nada, dos abraços que nunca recebi de você, as vezes que você mentiu dizendo que estava trabalhando, mas eu descobria que na verdade você estava viajando com sua nova família, o “eu te amo” que nunca mais ouvi de você, as visitas a sua casa que nunca fiz, porque você nunca me chamou, das brigas por causa de dinheiro, dos aniversários que você não foi, do meu tamanho de roupa que você sempre escolhia errado porque afinal você não me conhecia de verdade. Não conseguia parar de chorar, tentava, mas não conseguia, ele orou comigo e me disse que eu precisava falar com você, questionei que era você que tinha que vir falar comigo, mas então o pastor me fez lembrar do que Jesus fez por mim, me mostrou o seu perdão e decidi tentar. Admito que só consegui fazer isso depois de 6 meses, mas consegui, apesar de muitas vezes não conseguir falar direito por conta do meu choro, eu falei, desabafei, vi você também emocionado, mas sempre se defendendo falando que você também havia sofrido com o divórcio, que foi muito difícil para você, que eu tinha que pensar no seu lado, falou também que parei de te procurar, mas pai eu estava ferida, com raiva, tinha ciúme de você, eu fui deixada de lado, admito que fiquei decepcionada. Como pensar no seu lado? – Pai eu era uma criança, os adultos eram você e mamãe, EU ERA UMA CRIANÇA! Mas não adiantava você não cedeu, pedi perdão pelo ódio e raiva que guardei e vi você também meio sem jeito pedindo perdão, apesar de tudo me senti mais leve e em paz, sabia que essa era a vontade de Deus, por um tempo até pensei que seria diferente, mas não mudou muito da sua parte, mas eu sim, descobri em Deus um Pai perfeito, um Pai que não me abandonaria, que sempre me veria como uma princesa.

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Para fazer faculdade novamente tive dificuldade e vi minha mãe ter que entrar na justiça para você continuar a me dar pensão, tentei outras conversas, mas nada mudou, o tempo passou eu me casei, você me levou ao altar e como isso me fez feliz, mas mesmo tão perto você parecia distante. Deus me deu um homem maravilhoso, mas trazia muitos traumas, tive medo de casar e quando casei percebi que comecei a exigir do meu marido algo que ele não podia me dar, ele não era meu pai, como ele foi paciente comigo e vi Deus o usando para curar as feridas que trazia comigo, ele me elogiava, abraçava, me amava e apesar de perceber que as vezes minhas feridas me atrapalham sei que o Senhor tem me tratado.

Como disse no começo não tenho a pretensão que você leia essa carta, mas quero aproveitar e falar a todos os pais que estão lendo: – Amem seus filhos!!!

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Quando você trai a sua esposa, você não está traindo só a ela, você está destruindo a vida dos seus filhos, o divórcio tem arruinado milhares de vidas. Pais, seus filhos são crianças, então os tratem como crianças, eles são os que mais sofrem na separação, se quiserem casar de novo tudo bem, mas lembrem-se que vocês têm alguém que é de sua responsabilidade e que não precisa só de dinheiro, mas afeto, amor e cuidado. Pais, os filhos são frutos do meio em que vivem, se eles são difíceis, desobedientes, mimados, etc. Vocês têm uma parcela de responsabilidade nisso, e, filhos eu deixo um conselho para vocês: se seu pai tem uma dívida com você, você terá duas opções: ou você cobra ou você perdoa. Perdoe!!! Eu posso te garantir que não há nada mais difícil, mas também não há nada melhor do que perdoar essa dívida e se sentir livre. Deus abençoe a todos que estão lendo essa carta.”

Quero deixar uma musica do Ao Cubo que descreve muito bem a realidade de quem cresce sem um pai.

Até a próxima my friends!

Rubem Cruz Jr.

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FABÍOLA, BRINCADEIRAS E DEUS

Publicado: 29/12/2015 por Rubem Cruz em Amor, Família
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Olá My Friends! Quanto tempo que não escrevo no blog, queria postar um texto que escrevi na minha pagina do face e que muita gente compartilhou, então queria dividir esse texto com vocês também galera. Grande abraço!

Um novo meme surgiu na net, o caso da esposa que é pega com o amante no motel pelo marido, o video se tornou viral, pessoas comentando, compartilhando, fazendo piada, enfim, como tudo de ruim que faz sucesso esse video não foi diferente e se tornou um sucesso. Soube do ocorrido por um grupo do whats do qual fazia parte, quando vi o vídeo admito que fiquei muito triste, mas não imaginava que esse vídeo tomaria tamanha proporção.

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Quero a partir disso fazer algumas considerações:
Não estou aqui para falar do vídeo em si, claro que o que essa mulher fez é errado, mas não estou aqui para julga-la, existe um Justo juiz que fará isso e infelizmente creio que ela sofrerá com a sua própria escolha. O que quero comentar é sobre o quanto nos tornamos ordinários e terríveis em nossas brincadeiras, quem me conhece sabe o quanto sou brincalhão, mas perdemos a noção, brincamos com algo sério demais para Deus que é a família.

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Enquanto estamos fazendo meme, tem duas crianças que estão no meio disso tudo, crianças que nunca mais terão suas vidas como antes, crianças que serão lembradas para sempre pela escolha dos seus pais, crianças que como milhares no Brasil passarão pela dor do divorcio, da separação, do término de uma família, crianças que não terão mais a oportunidade de ter um crescimento pleno. Com o pouco tempo que trabalho com criança descobri que não há nada pior para uma criança do que o divórcio, o maior medo das crianças é que seus pais se separem, a separação dos pais é pior para uma criança do que a morte de um dos pais. Mas o que importa isso? O que queremos mesmo é brincar, fazer meme e piada. Ouvi alguns falando: – Rubem é só brincadeira. Não é não!!! Onde há sofrimento de alguém não tem como haver brincadeira. O mais triste foi ver cristãos participando desse tipo de brincadeira, mas como Jesus disse: a boca fala do que o coração está cheio, poderíamos dizer então que o dedo também tecla do que o coração está cheio. Concluindo, quero dizer que sempre quando você for brincar sobre algo que todos estão brincando veja se isso é motivo de piada mesmo, pq talvez em meio a sua brincadeira você pode estar agredindo o coração do próprio Deus. Veja se você não está rindo de algo que faz Deus chorar. Minha oração é para que eu e você possamos achar equilíbrio e que como filhos possamos sempre alegrar o coração do Pai e não entristecê-lo. Deus nos Abençoe!

Rubem Cruz Jr.

Deserto, estação das flores

Publicado: 01/12/2015 por tvieira21 em Vida Devocional

Deserto é um lugar árido, desabitado e de grande extensão. Qual é o seu deserto? Emocional, espiritual, familiar, profissional, financeiro, saúde, crise existencial, pecado, resposta. Deserto é lugar do “chacoalhar” de Deus. Lugar de despertar, sentir o amor do Pai, florescer e viver os projetos divinos. Deserto é a estufa de Deus. Você é a flor que Deus quer colher no deserto.

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Deserto é lugar da troca, deixo a murmuração e começo a adorar ao Senhor em espírito e em verdade. Lugar de engrandecer o nome do Senhor. Deserto, escola de adoração. Aprendo a orar com paixão, fervor, entrega e liberdade. Deserto, lugar de se render e aguçar os dons espirituais. Deserto, escola de intercessão.

Cuidado com as miragens, Jesus é o único manancial de águas vivas. Você será regado. Durante o dia é muito quente, se lance no Rio do Senhor. Durante a noite é muito frio, sinta o fogo do Senhor. Deus te leva ao deserto com objetivo de acender/reacender a chama no seu coração. Deserto, lugar de conhecer a dependência de Deus.

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A voz de Deus é a luz que vai te iluminar e guiar no meio do deserto. Deserto é lugar de encontrar a bússola da sua vida, deserto é lugar de direcionamento. É no deserto que eu busco conhecer quem é Jesus,  sou selado pela paternidade de Deus e me encho do Espírito Santo. Deserto, lugar da mudança de mente e de postura.

O derramar do Espírito Santo é capaz de transformar qualquer deserto em um lindo campo fértil. Você é o jardim que Deus quer fazer florescer no deserto. Você é a flor que Deus quer colher no deserto. Deserto, estação das flores.

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Paz, fé e alegria sempre!

Att, Theo Vieira.

 

 

Sempre soube

Publicado: 10/11/2015 por bren0azevedo em Vida Devocional

Eu sempre soube de você. Desde que te chamei para seguir-me, junto com os outros doze. Eu conhecia você. Percebia seu olhar desconfiado, cabisbaixo. Constantemente notava sua personalidade, seu jeito questionador. Ouvia sua fama de malandro, querendo sempre tirar vantagem dos outros. Seu nome era citado nas rodas de conversa. Me davam más referências a seu respeito. Eu sempre soube do seu apego aos bens materiais; era justamente onde seu calo apertava! As riquezas enchiam seus olhos. Era um risco deixar você administrar nossas finanças, mas te dei esse voto de confiança, mesmo sem a aprovação da maioria.

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Eu discerni as consequências de te ter por perto. Tu tinhas qualidades, porém, seus defeitos se destacavam, Teríamos prováveis prejuízos por sua causa. Eu sempre soube da sua dificuldade em se abrir, ser sincero e transparente. Tentava olhar nos seus olhos, mas você os desviava, fingindo não ser contigo. Todos suspeitavam da sua honestidade. De vez em quando, alguém me aconselhava, dizendo: “Cuidado, ele não é confiável.” Isso aconteceu várias vezes. Alguns falavam por cuidado. Outros não se preocupavam em tentar entender-te, enchendo a boca para te maldizer, porque era fácil – afinal, todo mundo falava mesmo.

Eu sempre soube que você poderia me decepcionar muito. Na verdade, sabia que esse dia estava próximo. Mesmo assim, te chamei para cear comigo. Repartimos o pão e o vinho. Você se apressou em sair.

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Não demorou para nos vermos novamente. Com um semblante apreensivo me saudou “Salve, Rabi”, beijando meu rosto. Te fiz uma pergunta, mas sempre soube a resposta: “Amigo, a que vieste?”.

Você me entristeceu. Eu te dei alegria, você me chamou Mestre. Chamei-te irmão, mas pra ti não foi o bastante. Você seguiu seu rumo, eu suportei o meu. Não nos vimos mais, mas seremos sempre amigos.

Breno Azevedo

FAMÍLIA: UM PEDACINHO DO CÉU

Publicado: 05/05/2015 por tvieira21 em Vida Devocional

“A família é o amor de Deus nos oferecendo um pouquinho do céu aqui na terra” (autor desconhecido)

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Tudo bem com vocês??! Saudade do “Acertando o Alvo”. Maio é mês da família e não poderia passar em branco. Família é um tema necessário em dias atuais. A família é influenciada pelo mundo, pela sociedade, pela cultura, pela mídia, a qual distorce os valores. Os princípios familiares se perderam, cadê a unidade familiar?! Só vejo desunião e pessoas que dizem que o seu lar parece o “inferno”. E aí, como o lar pode ser tornar um pedacinho do Céu?

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O primeiro passo é “TEMOR” (Salmo 128), a família que teme ao Senhor é feliz, a família que teme ao Senhor é abençoada, a família que teme ao Senhor terá paz, porque a família que teme ao Senhor segue os mandamentos e independente das circunstâncias, a relação marido-esposa, pai-mãe, pais-filhos funcionam de maneira certa. Não existe família perfeita, mas existe família que busca melhorar.

O segundo passo é a ORAÇÃO (Salmo 129), Deus é capaz de libertar, salvar e restaurar a sua casa. Permita que Deus entre na sua casa através da oração. Seja intercessor, se posicione como profeta da sua casa, porque oração te concede sabedoria, muda a atitude e consequentemente muda a realidade do seu lar. Qual foi a última vez que você orou junto com o seu cônjuge? Qual foi a última vez que você chamou os seus filhos e orou? A oração faz descer o céu no seu lar.

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O terceiro passo é ESPERANÇA (Salmo 130), que a sua família espere em Deus através da revelação da Palavra, pois a Bíblia te ensina o valor do perdão e te leva a confiar em Deus. Não guarde mágoas, não seja uma família marcada pela falta de perdão, vá até a outra pessoa e peça perdão, perdão é sinal de amor e confiança em Deus. Esperança em Deus traz amor, alegria e unidade familiar. Chega de desculpas, faça programações com a sua família.

Acredite na sua família, uma instituição divina, família é o primeiro lugar que você aprende a servir o outro. A família te faz um verdadeiro adorador. Adorador por excelência é aquele que valoriza a sua família, aquele que ama sua esposa tal como Cristo ama a Igreja, aquela que é submissa ao marido, aquele que honra os seus pais, quando juntos servem ao Senhor  e ajudam o próximo. A família adoradora torna a casa um pedacinho do céu.

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“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Salmo 127:1)

Deus abençoe a sua casa! Que a sua família seja um pedacinho do céu!

Att, Theo Vieira.

Chorando com os que Choram

Publicado: 03/03/2015 por Rubem Cruz em Amor
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O pai do filho pródigo tinha ao menos dois grandes motivos para estar triste, o primeiro era a falta do filho pela maneira que ele vai embora, e o segundo é de ver a indiferença do filho que fica em casa tem em relação a seu irmão. Acho que às vezes o que Deus espera de nós é que fiquemos mais tristes, em muitas ocasiões os cristãos querem mostrar que são felizes, pois acham que isto ratifica a presença de Deus em suas vidas. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manha. Acho que nossas noites têm sido muito curtas, enquanto algumas pessoas têm noites longas em baixo de pontes e viadutos de nossas cidades, na verdade deveríamos ter muito mais noites de choro, mas não pelas nossas demandas egoístas não realizadas, mas sim por causa das dores que os nossos irmãos passam, e muitos deles sem conhecer ao nosso Deus. Pessoas sofrem ao nosso redor e ainda temos a coragem de dizer que somos pessoas felizes, alegres. O slogan de uma igreja “lugar de gente feliz” é uma afronta ao evangelho de cristo que escolhe o lugar onde há luto em detrimento de estar onde há banquete. Igreja é como hospital, lugar de gente doente, e eu não acredito que alguém tenha no hospital uma referencia de local onde existam pessoas muito alegres e contentes. Acho que melhor slogan para uma igreja cristã seria “lugar de gente que cansou de fingir felicidade e quer começar a ficar triste pelos motivos certos”, pois estar feliz pelos motivos errados não é estar feliz, é ser sínico, indiferente à dor dos outros e isso não tem nada a ver com o evangelho de Jesus. Ou poderia ser “lugar de gente que só será completamente feliz quando não houver mais nenhum filho de Deus sofrendo”, pois como alguém pode estar feliz com um irmão perdido? Como um pastor dorme bem uma noite de sono, sabendo que existem ovelhas perdidas?

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Até entendo um cristão estar triste por uma dor que esteja passando temporariamente, mas que este momento seja a exceção, pois o que nos faz ser cristãos é sermos seguidores de cristo, e Ele sempre nos ensinou a sofrer a dor do outro, socorrer ao outro, isso nos dá o privilegio de sermos seus seguidores. Jesus chorou, mas nós, nós queremos é sorrir. Interessante, na bíblia não temos nenhuma passagem dizendo, Jesus estava muito alegre, ou Jesus estava muito feliz. Mas temos Jesus chorou, e chorou por compaixão, notem que Jesus iria ressuscitar a lazaro, logo poderia estar tranquilo, mas não, ele chora em respeito à dor daqueles que choravam a perda de um amigo, um choro solidário. Ele estava sofrendo a dor dos outros. Antes de ir para a cruz Jesus disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte. Ele estava triste, mas uma tristeza motivada pela dor do pecado de todo ser humano, Jesus chorou, Ele ficou triste até a sua morte. Tudo isso me indica que quando alguém se torna um seguidor de cristo não significa que ele irá parar de sofrer, mas sim que aprenderá a sofrer pelos motivos certos.

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Ouçam o que Davi vai nos contar em Salmos 35:11-13 Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia. Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma. Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, as minhas vestes eram o saco;·. Se vestir de saco neste caso de Davi era exatamente para mostrar que a dor daquelas pessoas fazia com que ele não tivesse a coragem de se mostrar contente, ou feliz. Tomado por um sentimento de tristeza solidaria a dor daquelas pessoas que sofriam, Davi se veste de pano de saco. Uma igreja que não sofre as dores de um mundo que padece por não conhecer a Deus é uma igreja que não conhece seu próprio Senhor, encarnado na pessoa de Jesus cristo.

Edson Cravinho

Pecado Humanizado

Publicado: 25/01/2015 por bren0azevedo em Vida Devocional

É natural pensarmos nas coisas que acreditamos a partir de um ponto de vista que nos foi passado. Na verdade, tudo que ouvimos, falamos, aprendemos e refletimos possui um ponto de partida que foi estabelecido por alguém ou por algum grupo. Acontece assim nas famílias, nas escolas, com os amigos e no ambiente religioso.

Partindo dessa ótica, o Cristianismo foi erguido pela Igreja primitiva tendo como chão o Evangelho que Jesus apresentou quando, em Terra, propagou, por meio de palavras e ações, o Reino de Deus. Um dos assuntos mais relevante na mensagem de Cristo foi a Vida Abundante. Se não me engano, já ouvi dizer que Jesus falou mais da vida do que do pecado. Não me esforço muito para acreditar nisso. Jesus tinha o costume de olhar as pessoas pelas lentes da esperança.

Quando lemos em Romanos 6. 23 que o salário do pecado é a morte, naturalmente, pensamos na morte espiritual. Sempre ouvimos dizer nas pregações que quando pecamos estamos matando nosso Espírito. Sendo assim, inconscientemente, foi se criando a lógica do “certo x errado”.  Quantas e quantas vezes nos disseram que ir a certos lugares, ouvir certas músicas, conversar com determinadas pessoas é errado? O foco desse discurso é a maximização dos “símbolos diabólicos”, tais como:  pessoas, lugares, bebida alcoólica, música secular, dentre outros, mas nunca a essência do pecado, a raiz.  O óbito espiritual, a verticalização do pecado é o centro, segundo o “certo x errado”, entretanto, nos esquecemos do motor que alimenta isso tudo: a motivação. O único fator importante de quando pecamos, tendo em vista a lógica do “certo x errado”, é que quebramos as leis “divinas” e não nos enquadramos mais no esteriótipo do rol de membros da igreja institucionalizada.

Não deixa de ser correto pensarmos que o pecado é algo errado que fazemos, pensamos ou sentimentos (ele sempre passa por essas três vias). É óbvio que Paulo falou da morte espiritual também. Inclusive, ele deixou bem claro nas suas cartas às Igrejas primárias que não devemos nos escravizar ao pecado. Ou seja, o pecado realmente é algo errado, espiritualmente falando.

De qualquer forma, existi uma dimensão do pecado que é tão importante quanto essa que já sabemos. A dimensão humana.  Pode parecer redundante isso que estou falando, até porque o pecado é gerado pela natureza do homem, afastada de Deus desde a queda. Contudo, quando falo em dimensão humana, falo da lógica do “melhor x pior” e não só do “certo x errado”. Consegue perceber a diferença? O interesse de Deus é que a gente consiga visualizar por essa perspectiva também, pois, por ela, atentamos para a destruição pecaminosa, gerada pelo homem, num processo que se veicula de dentro pra fora. Mais do que isso: um processo que danifica o homem na sua essência e não só transgride “regras e leis” que nos são passadas. Lembrando que estamos falando tanto da natureza do pecado (sua formação e características) quanto das suas consequências (salário e resultados). Me arrisco a dizer que, através do entendimento dessa dimensão, acharemos o equilíbrio para não cairmos na hipocrisia farisaica, nem na libertinagem da Igreja em Coríntios. Ambos não souberam andar pela corda bamba da Graça, se desequilibraram e caíram. Um no chão da religiosidade outro no chão da promiscuidade.

Quando penso em dimensão humana, não penso só na morte espiritual, penso também na morte da alma, dos relacionamentos, da integridade, da singeleza, da sensibilidade, da pureza humana, isto é, de tudo que nos faz viver acima da miséria. A miséria é uma realidade muito cruel. Ser mísero é muito pior do que ser pobre, por incrível que pareça, os dois se diferem. A miséria fala do ser humano, já a pobreza do ter humano. É possível ser mísero possuindo muitos bens, assim como é possível ser pobre e sequer conhecer a miséria. É possível ser mísero exercendo uma religião e boas ações da mesma forma que é possível viver avesso à prática religiosa e desconhecer a miséria. Nesse campo da miséria humana o pecado é tão prejudicial quanto no campo da espiritualidade. Não acredito que vivemos com essas duas dimensões desconectadas, tudo que fazemos, pensamos e sentimos passam por elas (humana e espiritual). Mas vale a pena analisarmos esses terrenos separadamente para que não caiamos na armadilha de seguir uma lista de métodos, vestirmos uma “capa” de santidade, ditarmos regras de conduta, mas no íntimo sermos míseros. Foi nessa hipocrisia que os fariseus e mestres da lei caíram quando fizeram da Lei o seu Deus e negligenciaram a Graça. Quiseram transmitir algo que no íntimo não eram.

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Photo-Technical Sergeant Mike Buytas, the United States Air Force.

Sinceramente, tenho muita dificuldade em crer que Deus nos convida para viver longe do pecado só para agradá-lo. O amor de Deus não reflete isso. A distância que Ele nos pede do pecado é porque ele (o pecado) nos faz miseráveis em todos os aspectos. Nossas conversas são rasas, nossas risadas dependem de incentivos, nossa fuga são as coisas, nossos relacionamentos são regados de carências insaciáveis. Assim como nosso espírito se enfraquece, nossa santidade é abalada e nossa proximidade com Deus é interrompida. Como já mencionei, tanto a nossa humanidade quanto a nossa espiritualidade crescem mutuamente e estão em contínuo diálogo. Não tem nada pior do que ser uma pessoa mísera. E o pecado nos leva para a miséria absoluta, para um estado de ser raso e vazio.

Diferentemente do que achamos, quando observamos o pecado pela lógica do “melhor x pior” não quer dizer que definiremos o melhor ou o pior para nós. O desafio é buscar nos ensinamentos de Jesus essas respostas. Neles encontraremos o tão importante equilíbrio a fim de peregrinarmos por essa Terra desfrutando da plenitude do ser. Tendo a consciência de que o pecado é o impulso de dentro pra fora que espelha um enorme dano causado no caráter de Deus e, simultaneamente, no nosso.

Que Deus nos ajude a seguir em frente com esse Entendimento nas nossas mentes, corações e, sobretudo, nas ações!

Breno Azevedo